Rio - A morte do dançarino Gualter Rocha, de 22 anos, ainda é um crime sem solução. Uma das linhas de investigação da Divisão de Homicídios para resolver o caso é de que a violência tenha sido motivada por homofobia. A juíza criminal Thelma Fraga, que foi jurada da fase final de uma batalha realizada no Sesc da Tijuca, na qual Gambá ficou em terceiro lugar, afirmou que o tipo de agressão que vitimou o jovem tem características de um crime por discriminação.Segundo ela, o fato de Gualter fazer coreografias provocativas em qualquer lugar pode ter causado a ira dos assassinos e, consequentemente, o crime homofóbico. A magistrada contou ainda que era admirável o "funk de paz e arte" que o rei dos "passinhos" dançava. O rapaz estava investindo na dança como uma possibilidade de futuro e, de acordo com Thelma, ele iria começar a receber cachê pelas apresentações.Presente à cerimônia, o provedor da Santa Casa de Misericórdia, Dr. Dahas Zarur, afirmou que os procedimentos de exumação e sepultamento do corpo do dançarino ficaram por conta da Santa Casa. No entanto, a mãe do jovem, Edite Damasceno, de 49 anos, afirmou que a família segue necessitando de ajuda.
O corpo do rapaz foi enterrado na tarde desta sexta-feira no Cemitério do Cacuia, na Ilha do Governador. A cantora Preta Gil, que está auxiliando os parentes do rapaz que era conhecido como Gambá, compareceu ao enterro e levou algumas camisas confeccionadas com a foto de Guálter. O dançarino, conhecido como o rei das batalhas de passinhos de funk, participou de um show feito pela cantora, no dia 30 de dezembro do ano passado
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